Começa o vazio sanitário da soja em Minas

Começou na quarta-feira (1/7) o período do vazio sanitário da soja em todo o estado. Durante 77 dias, até 15/9, não é permitido semear ou manter plantas vivas da cultura nas lavouras mineiras. O objetivo é evitar a ocorrência do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, principal praga que acomete o grão. O manejo impede danos à plantação e pode evitar perdas econômicas aos produtores. Por prevenção, o vazio sanitário é realizado antes do plantio da soja.
O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), acompanha o atendimento às determinações do vazio sanitário, principalmente nas regiões Noroeste, Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, que concentram o maior volume de produção da soja em Minas.
No período do vazio sanitário, ao constatar a presença de planta voluntária de soja (guaxa) na propriedade, o produtor deve providenciar imediatamente sua erradicação, a fim de evitar a sobrevivência do fungo que causa a contaminação de sua lavoura, além de acarretar prejuízo econômico.
Declaração: Devido ao estado de calamidade pública, o produtor deve comunicar ao IMA a situação fitossanitária de sua propriedade, mediante preenchimento de questionário disponível em www.ima.mg.gov.br. A participação do produtor rural nesse processo é de fundamental importância para levantar informações relevantes sobre o status referente à ferrugem asiática da soja.
Fiscalização remota: O vazio sanitário da soja contará com o reforço da fiscalização remota, regulamentada pela Portaria IMA nº 1977, de 4 de maio de 2020. A prática está sendo implantada nas gerências técnicas, coordenadorias regionais e escritórios seccionais. Ela se dá principalmente pela análise de documentos e dados dos sistemas oficiais e sua confrontação com as normas sanitárias, visando apurar qualquer possível descumprimento por parte dos produtores. Além disso, a fiscalização presencial pode ser feita de forma complementar para verificação de fatos e a adoção de medidas previstas no ordenamento legal e normativo.

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