Advogado é preso em Ituiutaba na Operação ‘Enterprise’ que combate tráfico internacional de drogas

Um advogado foi preso em Ituiutaba, na manhã desta segunda-feira (23), durante a Operação “Enterprise”, desencadeada em várias regiões do país e Europa em combate ao tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

A investigação e a ação foram comandadas pela Polícia Federal e Receita Federal do Paraná, que informaram que o alvo é uma organização criminosa especializada no envio de cocaína para a Europa.

Mandados também foram cumpridos em outras cidades de Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco. E ainda na Espanha, Colômbia, Portugal e Emirados Árabes Unidos.

No Triângulo Mineiro, foram dois mandados de busca e apreensão e um de prisão contra o advogado de Ituiutaba (35 anos). Pela manhã, a PF esteve no escritório do advogado, na região central da cidade, e na casa dele. Não foi informado o que foi apreendido.

Os advogados de defesa Hudson de Freitas e Robson Luiz Silva Filho disseram para reportagem que “a situação do suspeito investigado nada tem a ver com os fatos apurados e que logo será provada a sua inocência e restabelecida a sua liberdade”.

Segundo a chefia da PF na região, o suspeito foi entregue no Presídio de Tupaciguara.

Investigação: Nesta segunda-feira foram cumpridos 217 mandados judiciais, sendo 66 de prisão e 151 de busca e apreensão em no país, sendo oito na Europa. Mais de 50 toneladas de cocaína foram apreendidas desde o início das investigações.

Segundo a PF, a investigação durou mais de dois anos e aponta que os dois portos mais usados pelos traficantes eram os de Santos, no litoral paulista, e de Paranaguá, no litoral do Paraná. A droga, ainda de acordo com as investigações, era enviada, em grande parte, para a Europa.

O esquema de lavagem de dinheiro, ainda conforme a PF, envolvia multimilionários no Brasil e no exterior com uso de várias interpostas pessoas, conhecidas como laranjas, e empresas de fachada, com o objetivo de dar aparência lícita ao lucro do tráfico.

A Receita Federal disse que as investigações iniciaram a partir de uma apreensão realizada em setembro de 2017, quando 776 quilos de cocaína, que estavam sendo exportados pelo Porto de Paranaguá com destino ao Porto de Antuérpia, na Bélgica, foram apreendidos.

A partir dessa apreensão, ainda de acordo com a Receita, a PF instaurou um inquérito policial e os dois órgãos públicos atuaram em conjunto nas investigações até descobrir a organização criminosa.

Nome da operação: O nome da operação, batizada de Enterprise, faz alusão à dimensão da organização criminosa investigada, que atua como um grande empreendimento internacional na lavagem de dinheiro e exportação de cocaína, o que trouxe alto grau de complexidade à investigação policial, explicou a PF. Ao todo, 670 policiais federais e mais 30 servidores da Receita Federal participam da ação. F: G1.

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