Período de chuvas exige atenção especial no combate ao Aedes aegypti

O verão, iniciado no fim de dezembro, traz as chuvas e com elas a preocupação com a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e chikungunya. Neste período, o alerta é para os cuidados que a população deve ter no combate aos criadouros do mosquito.

Para isso, é importante que os cidadãos façam limpeza frequente em suas casas, não deixando água parada em pneus, vasos de plantas, garrafas, caixas d’água ou outros recipientes que possam permitir a reprodução do mosquito. Manter lixeiras bem tampadas, ralos limpos e com aplicação de tela, e usar lonas esticadas para cobrir materiais de construção são outros cuidados para evitar o acúmulo de água.

O mosquito tem uma maior atividade no começo da manhã e final da tarde, afirmou o professor de epidemiologia da Universidade de Brasília (UnB), Walter Ramalho.

De acordo com o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, em 2020, 90,6% dos casos prováveis de dengue ocorreram entre os meses de janeiro e junho.

Os sintomas de dengue, chikungunya ou Zika são semelhantes e incluem febre de início abrupto acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele, manchas vermelhas pelo corpo, além de náuseas, vômitos e dores abdominais.

É importante que, ao surgirem os primeiros sintomas, o cidadão procure orientação médica em uma unidade de saúde. O tratamento é indicado pelo profissional de saúde de acordo com os sintomas apresentados pelo paciente.

Os dados do Ministério da Saúde mostram que em 2020, até o dia 12 de dezembro, foram notificados 979.764 casos prováveis de dengue no país. Em relação a chikungunya, foram 80.914 casos prováveis da doença e 7.119 de Zika.

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