Minas Gerais acaba com recomendação pelo uso de máscaras ao ar livre

O uso de máscaras de proteção em espaços abertos em Minas Gerais não será mais obrigatório a partir de sábado (12/03). Desde março de 2020, com o início da pandemia de COVID-19, o Governo de Minas orientava pelo uso do equipamento em todos os 853 municípios mineiros. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (10), pelo secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.

 “Diante deste cenário que nós estamos vivendo, com projeção de quedas de casos, continua projeção enorme de queda de casos nos próximos dias, diante do fato que estamos há mais de seis meses em onda verde, ou seja, nosso cenário está controlado, com todos indicadores, esses quatro indicadores hoje projetados estão bem, em ambiente controlado, diante da vacinação completa no estado com duas doses acima de 80% e reforço acima de 40%, a recomendação, de novo, a recomendação do estado é que cada município possa desobrigar o uso de máscara em locais abertos a partir de sábado”, afirmou o secretário, durante pronunciamento na Cidade Administrativa, sede do Governo de Minas, em Belo Horizonte.

“O que isso significa? Os municípios têm sua autonomia, mas a equipe técnica da secretaria desenvolveu, diante dos cenários em outros países, em especial que já vivenciaram isso a mais, que é seguro, com nosso esquema vacinal e a incidência nossa hoje, que ainda está caindo, mas não chegou ao menor nível. A gente pode sim recomendar que não é obrigatório o uso de máscara em locais abertos”, completou.

Baccheretti relembra que o Governo de Minas somente recomenda as ações relativas à pandemia do novo coronavírus, como também no caso das atividades comerciais.

O plano Minas Consciente, que colocava as diretrizes aos municípios que seguiam esse plano, será extinto, já que a COVID-19 está controlada em território mineiro.

 “A partir de sábado, acaba, então, o Minas Consciente. Um programa que completaria dois anos no próximo mês, muito importante, que dava uma relação de incidência, de paciência relacionado a ondas, que demonstrou muito eficaz no estado, com letalidade muito menor que a do país, e conseguindo também fazer ações mais importantes para a saúde e menos graves, obviamente, para a economia. Foi um sucesso o Minas Consciente”, afirmou.

Apesar da desobrigação do uso da máscara de proteção ao ar livre, Baccheretti diz que as pessoas podem seguir utilizando o equipamento caso queiram ou se sintam inseguras.O secretário afirmou, por exemplo, que segue usando máscara facial em BH, que retirou a obrigatoriedade na última semana.

 “Aquelas pessoas que estejam com sintomas gripais, ou as mais vulneráveis, ou as que se sentem mais seguras com máscara, não se sintam constrangidos em usar. Eu continuo usando máscara ainda em lugar aberto em Belo Horizonte, mesmo sem a obrigação. Cada um, não se sinta constrangido, a máscara foi muito importante dentro da pandemia e continua. Então, se alguém estiver com gripe, vamos proteger o outro, vá ao trabalho de máscara, na rua fique de máscara. A desobrigação não significa estimulação a retirar a máscara, é apenas as pessoas poderem entender, individualmente e coletivamente, qual que é a melhor ação a ser tomada”, disse.

Segundo dados do Governo de Minas, o estado tem 86,49% da população de cinco anos ou mais imunizada com a primeira dose da vacina contra a COVID-19 e 81,32% com a segunda ou com a dose única. A cobertura da dose de reforço é de 45,29%. 

Minas Gerais teve 60.153 mortes pela COVID-19 desde o início da pandemia (74 entre essa quarta-feira (9) e esta quinta), em março de 2020, 3.255.023 infecções (5.286 nas últimas 24 horas) e 3.104.341 recuperações – 90.529 pacientes seguem em acompanhamento.

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