Áurea Carolina, deputada do PSOL, não vai tentar a reeleição neste ano

A deputada federal Áurea Carolina (PSOL-MG) anunciou, nesta quinta-feira (7/4), que não vai concorrer à reeleição em outubro. No ano passado, a parlamentar se licenciou do mandato por causa de um colapso emocional. Ela garantiu que não vai concorrer a outro cargo eletivo.

“O tempo de recolhimento me permitiu refletir sobre minha trajetória, rever prioridades e ouvir o meu coração. Entendi que é momento de concluir a tarefa pública que assumi com imensa responsabilidade, confiada a mim por milhares de pessoas, e fazer uma pausa de volta para casa”, disse ela, em comunicado publicado nas redes sociais.

Áurea foi escolhida por 162.740 eleitores em 2018. Antes, havia sido vereadora de Belo Horizonte por dois anos. No pleito de 2016, ela foi a parlamentar municipal com melhor desempenho da história da capital mineira, com mais de 17 mil votos – o recorde foi batido, quatro anos depois, por Duda Salabert (PDT) e Nikolas Ferreira (PL). 

“Quero retomar a minha atuação na sociedade civil brasileira. Por isso, decidi não me candidatar a nenhum cargo em 2022. Cumprirei o mandato até o fim, com alegria política e a certeza de que mais de nós ocuparemos cada vez mais os espaços de poder”, afirmou a deputada do PSOL.

Em 2020, Áurea foi candidata a prefeita de Belo Horizonte, mas terminou a disputa em quarto lugar, com 8,33% dos votos válidos. O vencedor foi Alexandre Kalil (PSD), hoje pré-candidato ao governo mineiro.

Às vésperas do pleito, ela chegou a contrair COVID-19. Depois, foi mãe e precisou lidar com o período gestacional.

“Precisei me licenciar do cargo para cuidar da minha saúde. Foi um processo difícil, mas contei com amparo profissional, de amigos e da minha família. O mandato seguiu atuante pelo empenho de uma equipe maravilhosa, em conexão permanente com diversas lutas sociais e com o apoio do PSOL e da nossa bancada federal”, relatou.

Áurea prometeu continuar nos quadros do PSOL e assegurou auxiliar nas campanhas de colegas de sigla.

“Diante do autoritarismo, da miséria e da morte, é preciso testemunhar a liberdade, a justiça e o amor. Há muito a ser feito”.

Para suceder Áurea na Câmara dos Deputados, o PSOL de Minas Gerais aposta em pré-candidaturas como as de Iza Lourença e Bella Gonçalves, vereadoras de BH. O nome para a eleição ao governo é Lorene Figueiredo, professora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Partido perdeu cadeira na Assembleia

Na semana passada, o PSOL perdeu o único dos 77 assentos da Assembleia Legislativa sob o controle da legenda. Andréia de Jesus, eleita pela agremiação, se filiou ao PT.

Nesta quarta, em discurso no plenário do Parlamento mineiro, ela ressaltou a importância da antiga casa em pautas como o combate ao racismo e ao machismo.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos, Andréia passou a conviver com ameaças após questionar as circunstâncias de uma operação policial em Varginha, no Sul de Minas, em outubro último. A ação deixou 26 mortos.

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