Governo de Minas estuda retorno das aulas presenciais nos próximos dias

Em fevereiro, uma decisão judicial em caráter liminar impediu o retorno das aulas presenciais; governo de Minas se reunirá com TJMG para buscar acordo

O Comitê Extraordinário COVID-19 – grupo que se reúne semanalmente para avaliar a situação da pandemia em Minas Gerais – discutiu, nesta quinta-feira (22/4) a volta às aulasem todo o estado.

Nos próximos dias, o advogado-geral do Estado, Sérgio Pessoa, se reúne com representantes do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para discutir a autorização para a retomada das aulas de forma gradual e por sistema híbrido de ensino.

Isso porque, em outubro do ano passado, o juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte, Rogério Santos Araújo Abreu, deferiu o pedido do Sindicato dos Professores do Estado para suspender o retorno das atividades presenciais na rede particular de ensino nos municípios de Minas Gerais. O governo já apresentou à Justiça protocolo das secretarias de Educação e Saúde com regras para o retorno do ensino presencial.

O protocolo aponta a necessidade de um retorno seguro, com regras de distanciamento e de higienização, além de ser facultativo, ou seja, que depende da concordância dos pais para que jovens e crianças frequentem as aulas presenciais.

Onda Vermelha: O anuncio foi feito após o governo de Minas informar que 13 das 14 macrorregiões de saúde do estado estarão na onda vermelha do plano Minas Consciente a partir de sábado (24/4).

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (22/4), também, durante reunião do Comitê Extraordinário COVID-19. O grupo decidiu pelo avanço para a onda vermelha das macrorregiões Centro, Centro-Sul, Leste, Leste do Sul, Oeste e Vale do Aço.
Assim, permanecerão por mais uma semana na onda roxa – com funcionamento apenas dos serviços essenciais – a macrorregião Nordeste, que está com 99% de ocupação da UTI exclusivo COVID, e metade da Central, que inclui Guanhães, Itabira, João Monlevade, Ouro Preto e Sete Lagoas. 

Desde sábado (17/4), sete das 14 macrorregiões do estado já haviam progredido para a onda vermelha. 

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