Viana se filia ao PL para ser o candidato de Bolsonaro ao governo mineiro

Pouco mais de três meses após se filiar ao MDB, o senador Carlos Viana acertou, nesta sexta-feira (1º/4), a filiação ao Partido Liberal (PL). Pré-candidato ao governo de Minas Gerais, o parlamentar será o nome do presidente Jair Bolsonaro, também do PL, na disputa estadual.

A chapa de Bolsonaro em Minas tem, como pré-candidato a senador, o deputado federal Marcelo Álvaro Antônio, que também se filiou ao PL.

Segundo apurou o Estado de Minas, a decisão de Viana de deixar o MDB pegou alguns integrantes do partido de surpresa. A janela para que políticos troquem de legenda sem perder o mandato se encerra hoje.

Em março, pesquisa Quaest/Genial mostrou que o senador tem 5% das intenções de voto na disputa pelo Palácio Tiradentes. Ele está atrás dos líderes Romeu Zema (Novo), com 34%, e Alexandre Kalil (PSD), com 21%.

André Janones (Avante) e Cleitinho Azevedo, agora no PSC, somaram, respectivamente, 7% e 6%, e estão tecnicamente empatados com o mais novo liberal.

Viana tem baseado sua pré-campanha em um mote que prega “ousadia”. Ele busca ser a terceira via à polarização entre Zema e Kalil. O senador, aliás, deixou o PSD por entender que não conseguiria emplacar a candidatura ao governo sendo colega de sigla do ex-prefeito.

Viana e PL: ‘namoro’ antigo

Antes de se filiar ao MDB, em 2021, Viana conversou com Podemos e PL sobre a possibilidade de se filiar. As tratativas, no entanto, não avançaram àquela época. Agora, os liberais têm novo presidente no estado, o ex-deputado José Santana, que conta com aval do líder nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, para definir os rumos estaduais.

No fim do ano passado, ao explicar a escolha inicial pelos quadros emedebistas, Viana recorreu ao número de prefeitos espalhados pelo estado.

“Decidi pelo MDB por conta, primeiro, da capilaridade em Minas. Tem o maior número de prefeitos, mulheres eleitas, tem tradição e, em Minas Gerais, a candidatura majoritária ajudaria – e muito -, como ajudou, a unir toda a bancada”, justificou, à época.

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