Operação ‘Mercúrio’ contra extração e comercialização ilegal de ouro cumpre mandado de busca e apreensão em Uberlândia

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Uberlândia, nesta terça-feira (5), durante a “Operação Mercúrio”. A ação desencadeada pela Polícia Federal (PF) do Tocantins investiga a exploração e comercialização ilegal de ouro.

Conforme a PF, além de Uberlândia, outros 5 mandados foram expedidos para as cidades de Araguaína (TO), Tucumã (PA) e São José do Rio Preto (SP).

Ao g1, a Polícia Federal afirmou que ainda não tem outros detalhes, pois a operação ainda está em andamento.

A operação

Segundo a Polícia Federal, a “Operação Mercúrio” investiga a exploração e comercialização ilegal de ouro nos estados do Tocantins, Pará, Minas Gerais e São Paulo.

Nesta terça-feira, a Justiça Federal de Araguaína (TO) expediu 6 mandados de busca e apreensão para cidades dos 4 estados.

Ao todo, 30 policiais federais participam da operação. Uma pessoa foi presa por porte ilegal de arma de fogo, porém, não foi informado em qual cidade.

O nome da operação faz alusão à substância que serve de ímã para grudar os pedaços menores de ouro, tornando-os mais visíveis e fáceis de serem separados, sendo utilizado em larga escala pelos garimpeiros ilegais.

Investigações

Ainda segundo a Polícia Federal, as investigações começaram em 2018, quando um suspeito de extração ilegal de ouro, sem autorização da Agência Nacional de Mineração (ANM), foi identificado em Araguaína.https://a27839716dea715326805612f6d67cb9.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

O ouro era extraído em fazendas no Pará e transportado até a cidade do Tocantins, onde ficava armazenado e depois levado para a São Paulo para comercialização em joalherias.

As investigações apontaram que o principal investigado, que não teve a identidade informada, lucrava pelo menos R$ 300 mil por mês com a extração ilegal do ouro. O dinheiro era utilizado na compra de fazendas nos estados do Tocantins e Pará.

Conforme a PF, os investigados podem ser acusados pelos crimes de extração ilegal de minério, usurpação de bens da União, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem chegar a 24 anos de prisão.

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