Audiência pública analisa viabilidades e potenciais econômicos do terreno da Planta de Amônia em Uberaba

Na terça-feira (12), será realizada uma audiência pública para análise e estudo das viabilidades e potenciais econômicos da área onde seria instalada a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados V (UFN-V) em Uberaba.

Conhecida como Planta de Amônia ou fábrica de amônia, a UFN-V foi um projeto da Petrobras para alavancar a produção de fertilizantes no Distrito Industrial III (DI-3), hoje uma área de propriedade do Governo de Minas Gerais (entenda mais abaixo).

Um formulário de inscrição para manifestação durante a audiência pode ser preenchido até esta segunda-feira (11), clicando aqui.

O evento será das 14h às 18h, no anfiteatro do Centro Administrativo da Prefeitura de Uberaba, localizado na Avenida Dom Luiz Maria de Santana, 141, Bairro Santa Marta. Haverá transmissão on-line.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação, Rui Ramos, a audiência oportunizará avaliar novas possibilidades para uso da área pública de forma a captar empresas interessadas no local para as mais diversas atividades, como hidrelétrica, gasoduto, fábrica de amônia, dentre outros.

“A audiência pública contará com a participação do Governo do Estado de Minas Gerais, assim como, de investidores e interessados no tema que é extremamente relevante para Uberaba e região. Nossa proposta é criar uma discussão mais ampla com a comunidade sobre as opções existentes para o terreno”, pontuou.

A área tem quase 1,1 milhão de metros quadrados, com mais de 4 mil metros quadrados de área construída. Rui Ramos falou sobre a situação da Planta de Amônia em entrevista ao MG1 exibida na última quarta-feira (6).

Planta de Amônia

A UFN-V, conhecida como fábrica de amônia, foi um projeto da Petrobras para alavancar a produção de fertilizantes em uma das principais regiões agrícolas do país.

A construção, anunciada em agosto de 2013, seria feita pelo consórcio Toyo Setal Fertilizantes, que tinha firmado um contrato com a Petrobras no valor de mais de R$ 2,1 bilhões. A obra seria custeada por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Em 2014, a obra chegou a ser batizada e recebeu até uma pedra fundamental, mas, após iniciada a construção, foi suspensa em julho de 2015.

Em outubro de 2017, a Petrobras anunciou o leilão dos equipamentos da UFN-V. Um mês depois, o Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao então presidente da Petrobras, Pedro Parente, que suspendesse o pregão.

Porém, no início de 2018, o MPF comunicou ao presidente da Petrobras que retirou a recomendação, pois concluiu que o leilão seria realizado para minimizar o dano ao erário causado pelo cancelamento do projeto e acabar com os custos correntes com a manutenção do local.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), relatórios indicam que 37,76% das obras físicas foram concluídas e foram gastos mais de R$ 649 milhões na UFN-V, equivalente a 33,12% do total destinado para o projeto. No entanto, um relatório divulgado ao mercado em 2016 pela Petrobras reconheceu perdas no valor de US$ 190 milhões no que diz respeito à unidade.

O pregão, que estava previsto para ocorrer inicialmente em novembro de 2017, foi adiado para janeiro de 2018, mas não foi realizado devido à implantação de melhorias no Portal Petrocnet, site em que ocorreria o processo.

Então, o leilão foi marcado novamente para os dias 20, 21 e 22 de fevereiro de 2018. Porém, como não houve nenhum lance, foi remarcado para os dias 20, 21 e 22 de março daquele ano.

Em 2021, o terreno chegou a ser colocado à venda por mais de R$ 8 milhões, mas a venda foi suspensa após negociações do Município com o governo estadual.

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